Tecnologia: verdade aterrorizante

A tecnologia é um bicho-de-sete-cabeças para aqueles que não acompanharam os avanços tecnológicos das últimas décadas. É verdade que a maioria das pessoas que você encontra na Net são jovens com menos de 30 anos. Aterrorizante? Não.

Então o que é aterrorizante?

Alguns podem questionar se a tecnologia não  estaria nos afastando de Deus. Existem muitas coisas que podem nos afastar de Deus. Geralmente damos a isso o nome de pecado: resultado do desequilíbrio, do uso desregrado que fazemos delas. Mas não sou a pessoa mais capacitada para dizer o que é ou não pecado. Tem dúvida? Procure seu confessor.

A Igreja não tem medo do novo, prova disso foi o encontro de bloqueiros no Vaticano em maio deste ano. O Vaticano tem faz tempo um canal no YouTube, o site do Vaticano foi re-desenhado recentemente, e vem mais novidade por aí.

Chesterton também não teria reservas afinal, ele sabe que a Fé sempre sobrevive:

“A Cristandade sofreu uma série de revoluções e em cada uma delas houve a morte do Cristianismo. O Cristianismo morreu e ressuscitou tantas vezes porque possui um Deus que sabia o caminho para fora do sepulcro. O primeiro fato extraordinário que marca a história é este: a Europa foi virada de cabeça para baixo repetidas vezes; e no final de cada uma dessas revoluções, no seu topo, sempre se encontrou a mesma religião. A Fé está constantemente transformando as épocas, não como uma religião velha, mas como um religião nova.”

Transformar, converter nossa época. Essa transformação, essa conversão é possível através da evangelização. O que pode parecer aterrorizante é que somos chamados pelo papa, todos nós, jovens, e não tão jovens assim (como é o meu caso), a participarmos da nova evangelização na era digital. E, da mesma forma que não podemos ignorar esse chamado, não podemos ignorar a nova tecnologia.

Mas tem muita gente que nem escrever um e-mail sabe? Meu próprio pai é um deles, ele não sabe nem mesmo usar os contatos do celular, pior, ele não sabe sequer usar o celular… simplesmente não lhe entra na cabeça.

Daniel H. Wilson, autor do livro Hobopocalypse, escreveu recentemente num artigo para o Wall Street Journal:

“Mark Zuckerberg não criou o Facebook para pessoas com filhos e hipotecas imobiliárias. A tecnologia é criada pelos jovens, para os jovens… Os jovens se adaptam rapidamente às coisas mais absurdas.

Pense na rede social Foursquare, onde as pessoas não só anunciam voluntariamente a sua localização, mas ganham patetas condecorações virtuais por isso. Meu primeiro instinto foi ignorar o Foursquare – pelo resto da minha vida, se preciso for.

E é este o problema. Conforme envelhecemos, o processo de adaptação diminiui consideravelmente…

“E daí?” você pode perguntar. Esses jovens podem ficar com sua preciosa Internet.

Eu não estou dizendo que você precisa se atualizar. Mas a partir do momento que você escolhe parar de se desenvolver, seu mundo começa a encolher. Você será capaz de se comunicar com um número menor de pessoas, especialmente os jovens.”

A nossa meta deveria ser viver o nosso dia-a-dia da mesma forma que Santo Agostinho:

“Corrigir os indisciplinados, confortar os pusilânimes, amparar os fracos, refutar os opositores, precaver-se dos maliciosos, instruir os ignorantes, estimular os negligentes, frear os provocadores, moderar os ambiciosos, encorajar os desanimados, pacificar os litigiosos, ajudar os necessitados, libertar os oprimidos, demonstrar aprovação aos bons, tolerar o maus e [ai de mim!] amar a todos.”

Para isso eu preciso de tecnologia? Depende de com quem você deseja se comunicar.

E aqueles que se encontram isolados, quer porque não conseguem acompanhar o desenvolvimento tecnológico ou porque se encontram em regiões onde é impossível o acesso às novas tecnologias?

Encontrei respostas nas palavras de nosso querido papa:

“Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão…o orante jamais está totalmente só.”

A verdade aterrorizante, na minha opinião, não é não acompanhar a tecnologia. É não ter uma vida de oração!

Esse Papa não está no gibi: Não estava!

O empresário Jonathan Lin está para lançar uma revista de gibi no estilo “mangá” cujo principal personagem é o Papa Bento XVI. O gibi será distribuído gratuitamente em Madri durante a Jornada Mundial da Juventude em agosto. São 300.000 exemplares em inglês e espanhol.

O nome da revistinha é Habemus Papam e Lin diz que os gibis serão distribuídos nas igrejas, hotéis, albergues da juventude, escolas, metrô, aeroporto, quiosques de informação, atrações turísticas e eventos.

Lin tem 36 anos e é o fundador e editor do Manga Hero – uma empresa que produz revistas em quadrinhos no estilo japonês localizada em San Raphael, CA. Seus personagens são heróis e heroínas marcados pela honra, sacrifício, coragem, fé, amor e sabedoria.

“Nós quisemos usar “mangá” como uma ferramenta para mostrar para a juventude e para o mundo que a Igreja não tem medo da modernidade e nem da cultura em evolução. Ela não tem medo de usar, neste caso, os novos e atraentes tipos de mídia que permitem a conexão com os jovens no seu próprio ambiente.”

Ele notou que o Papa João Paulo II tinha pedido que fossem utilizadas novas formas de meios de comunicação que abrangessem os jovens, a fim de se construir uma “cultura de amor e dignidade”, e a “mangá” é este meio.

A revistinha terá 32 páginas, e os personagens ajudarão a contar a história de Bento XVI, um papa que ele diz ser “amável, sábio e muito inteligente e que se preocupa muito com o seu rebanho“.

Lados opostos. Compare o Habemus Papam desse jovem com o do cineasta Nanni Moretti. Compare e analise a forma diferente como exploram o tema. Perceba a diferença de objetivos a serem alcançados.

Eu assisto muitos filmes, mas sempre curtia os gibis na minha juventude. Resta saber quem será mais bem sucedido. Eu sei pra quem vou torcer.

Tecnologia: Ética e Segurança na Web

Revista Italiana

Quem não gostaria de ter o dom de aprender todos os principais idiomas a ponto de ler e escrever com facilidade em qualquer língua?

Eu não sei de você, mas penso que isso abriria um horizonte completamente diferente, ainda mais agora com conexões de banda larga cada vez mais acessível… é eu sei que em certos lugares parece que a Internet é movida a manivela; mas há esperanca.

Outro dia falei aqui sobre a suposta necessidade de que as pastorais orientassem pais e filhos sobre parâmetros para os relacionamentos em redes sociais.

Hoje venho falar sobre um artigo (correlato) que saiu numa revista italiana intitulado: Ética e Segurança na Web Continuar lendo

Tecnologia: É hora de se criar uma pastoral para isso?


A maioria dos pais e dos adolescentes jamais ouviram da parórquia, ou grupo religioso, ou fóruns públicos sobre como as famílias podem utilizar da melhor forma a tecnologia de mídia e entretenimento. Ou seja, a maioria das famílias não recebem nenhuma orientação ou assistência sobre como integrar a tecnologia em sua vida familiar.

Esta foi a conclusão a que chegou uma pesquisa Continuar lendo

Frutos do Vatican Blog Meeting

Pelo que pude observar, já estão pipocando nos quatro quantos do mundo iniciativas derivadas do encontro de blogueiros no Vaticano. E não era para menos.

  1. EUA: Workshop “Christ and the New Media“;
  2. PORTUGAL: “Formação Prática em Novas Tecnologias de Comunicação
  3. BRASIL: Região Sul: Primeiro Mutirão Regional de Comunicação

Se você souber de algum evento em sua diocese pertinente ao assunto, me avise que eu coloco aqui.

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