Tecnologia: Ética e Segurança na Web

Revista Italiana

Quem não gostaria de ter o dom de aprender todos os principais idiomas a ponto de ler e escrever com facilidade em qualquer língua?

Eu não sei de você, mas penso que isso abriria um horizonte completamente diferente, ainda mais agora com conexões de banda larga cada vez mais acessível… é eu sei que em certos lugares parece que a Internet é movida a manivela; mas há esperanca.

Outro dia falei aqui sobre a suposta necessidade de que as pastorais orientassem pais e filhos sobre parâmetros para os relacionamentos em redes sociais.

Hoje venho falar sobre um artigo (correlato) que saiu numa revista italiana intitulado: Ética e Segurança na Web

O autor chama de “geração net” a geração de jovens que não conheceu o mundo sem computadores, sem Internet, sem telefones celulares. É compreensível que a personalidade e as relações sociais desses jovens tenham sido influenciadas  de alguma forma por estes meios de comunicação. Navegam livremente pela rede social sem maiores dificuldades, alguns são mestres nesta arte, “mas os pais, em sua maioria, parecem confusos e despreparados para lidar com possíveis riscos.”

Durante o Safer Internet Day 2011, uma jornada européia dedicada à segurança na rede, organizada pela InSafe, o que se verificou é que a maior preocupação dos adultos é o contato indesejado e a principal forma de prevenção e defesa é o diálogo – mas a maior parte dos pais se limita a falar-lhes de forma genérica. A partir disso surge, cada vez mais, “a necessidade de uma estratégia de “controle familiar” e de atividades de formação paralela para pais e filhos dentro da escola.”

Mas é aqui que eu faço uma conexão com o artigo anterior, pois a escola, principalmente a pública, não terá condições de ensinar os valores morais assumidos por todas as famílias.

Segue alguns trechos do artigo da revista La Civiltá Cattolica – Quaderno N°3861 del 07/05/2011 – (Civ. Catt. II 213-318 ):

A sensação de perigo por parte dos pais sobre o uso de websites pelo filhos é bem relativa… “Eu não sei exatamente o que eu preciso verificar” – dizem. “Eu confio no meu filho.”

A  preocupação dos pais cresce com um olhar atento para as atitudes dos jovens: todos estão cientes de que a partilha de imagens, vídeos, informações pessoais, endereços, e outros jogos é um hábito já enorme e dificilmente controlável.

Os dados demonstram, mais uma vez a necessidade de medidas concretas para proteger as crianças e educá-las em um uso correto e responsável da Rede, além de sensibilizar os pais. Temos de investir na informação e prevenção dos riscos relacionados com a navegação na internet…

É triste constatar que, às vezes, terminado suas refeições, pais e filhos não ficam juntos, porque têm que falar com seus amigos virtuais, cada um na frente de um computador pessoal.

O Papa Bento XVI disse em sua mensagem durante o 45o Dia Mundial das Comunicações Sociais que acontecerá em 05 de junho de 2011:

Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano…

Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital..

E em seu discurso na Assembléia Plenária da Congregação para a Educação Católica em 2008:

A formação humana e cultural portanto deve ser significativamente fortalecida e apoiada também com a ajuda das ciências modernas, … Ao mesmo tempo, é necessária uma formação adequada à vida espiritual, que torne as comunidades cristãs, em particular as paróquias, cada vez mais conscientes da sua vocação e capazes de corresponder de modo adequado à exigência de espiritualidade manifestada especialmente pelos jovens. Isto requer que não faltem na Igreja apóstolos e evangelizadores qualificados e responsáveis.

Ou seja, de uma forma ou de outra, penso que vai chegar o momento em que as paróquias acharão necessário abordar essas questões. Isto é, se é que já não o fazem. Eu não conheço nenhum caso no Brasil. Se alguém souber, peço a gentileza de informar-nos.

Se meu Italiano fosse bom o suficiente, assinava aquela revista.

——

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