Tecnologia: É hora de se criar uma pastoral para isso?


A maioria dos pais e dos adolescentes jamais ouviram da parórquia, ou grupo religioso, ou fóruns públicos sobre como as famílias podem utilizar da melhor forma a tecnologia de mídia e entretenimento. Ou seja, a maioria das famílias não recebem nenhuma orientação ou assistência sobre como integrar a tecnologia em sua vida familiar.

Esta foi a conclusão a que chegou uma pesquisa feita por um grupo da Califórnia que se dedica à assuntos onde família e fatores culturais se interconectam.

Quando foi perguntado sobre “uma orientação sob a ótica cristã sobre como fazer bom uso da tecnologia e do lazer sem deixar que haja um impacto negativo no relacionamento familiar”; cerca de 42% dos pais e 33% dos adolescentes apresentaram interesse. A dedução é que as comunidades religiosas poderiam tomar a liderança em orientar sobre o uso apropriado da tecnologia em famílias saudáveis.
Impressionante!

O relatório “Como a tecnologia está ajudando as famílias, e onde elas precisam de ajuda” custa a mera bagatela de $19 dólares. E a pesquisa foi feita através de entrevistas conduzidas no país todo.

Mas o que é impressionante?

Impressionante é que estamos falando dos Estados Unidos, onde a maioria massiva da população possui um computador em sua casa. Onde TODOS possuem acesso à Internet, e onde pessoas aposentadas navegam a Information Highway sem maiores problemas.

Existem bibliotecas públicas em todas as cidades, oferecendo acesso gratuíto à tecnologia; cursos gratuítos básicos de tecnologia a quem interessar possa. Já presenciei vários sem-teto, o que chamaríamos de mendigos, passando várias horas dentro de bibliotecas, tirando proveito do ar condicionado ou do aquecedor dependendo da estação, e de quebra lendo jornais, revistas, livros ou utilizando os computadores.

Ou seja, é desatualizado quem quer.

Mas as famílias cristãs americanas querem mais. Elas querem um compasso moral.

A maoiria dos meus tios nunca operaram um computador. Meu próprio pai não consegue operar um computador. Alguns dos meus amigos nunca operaram um computador. Mas os filhos deles estão em contato com a tecnologia, porém sem nenhuma orientação dos pais; não porque eles sejam relapsos, mas porque eles não têm condições de fazer isso.

Cursinhos de informática ensinam como navegar, como operar. E uma vez aprendido, abre-se um portal a um mundo mágico, difícil de largar… para quê escovar os dentes? No mundo virtual ninguém vai sentir o cheiro do seu bafo. Certo?

E os adolescentes? Muitos pais ficam tranquilos porque os filhos estão em casa, sãos e salvos da violência do mundo lá fora; protegidos dos abusos de gente sem escrúpulos. Será? Era costume não deixar um filho sair de casa sem saber onde ia, com quem ia, o que ia fazer, o horário de voltar para casa.

O ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és” ainda é válido. Só precisa de uma adaptação para a realidade virtual: qual website/chat, com quem, fazendo o que, e por quanto tempo.

A vida corrida, a vida moderna, celulares, PDAs, tablets… e o jantar em família, mesa posta, “como foi o seu dia?” vai ficando cada vez mais raro.

O que a Igreja pode fazer? Seria a hora de se criar uma pastoral para ajudar essas famílias oferecendo um compasso para navegar nessa estrada que leva a muitos lugares bons, mas onde muitos se perdem?

O que pode ser feito? Alguns assuntos, por exemplo, poderiam ser patrocinados pelas paróquias:

1. Filtros e monitoramento da Internet
Explicar sobre filtros que bloqueiam pornografia, violência, etc. E sobre como fazer para monitorar as páginas visitadas.

2. Proteção dos adolescentes nas mídias sociais
Discutir as questões que se apresentam e oferecer treinamento sobre os perigos das redes sociais: perseguidores, bullying, que informações não devem ser partilhadas, etc.

3. Uso de smartphones
Discutir parâmetros sobre envio de textos, fotos, o uso do tempo; a importância do contato face-a-face para os relacionamentos.

Você tem alguma outra sugestão? Envie seus comentários.

E já que estamos falando de rede sociais e relacionamentos virtuais:

Gostaria de pedir ao leitor que fizesse a gentileza de avaliar o artigo marcando logo abaixo quantas estrelinhas o texto merece. Dê a sua nota. Participe!E se você quiser mais artigos sobre esse assunto, clique no botão “LIKE” logo embaixo, acima da caixa de comentário. Ajude o blog a crescer.

Anúncios

2 respostas em “Tecnologia: É hora de se criar uma pastoral para isso?

  1. Boa noite´. O artigo exposto é muito importante, pois o mesmo no mostra como devemos aliar as novas tecnologias, em prol de uma sociedade que envolve os pais e os adolescentes no uso saudável e no desenvolvimento educacional dos jovens, meio a temática Católica.

    • Oi Sérgio, obrigada pelo comentário. Também acho que os pais devem estar sempre presentes na vida dos filhos e isso envolve o conhecimento das novas tecnologias. Elas não são um bicho de sete cabeças e podem ser grandes aliadas na aprendizagem da sã doutrina. Gde abraço.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s